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Desde o início da epidemia da aids, em 1980, até junho de 2012, O Brasil tem 656.701 casos registrados (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Em 2011, foram notificados 38.776 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 20,2 casos por 100 mil habitantes. Dados do site: aids.org.
Essa doença não é como um simples resfriado. Ela causa sérios danos a saúde e ainda não há cura, apesar do coquetel de medicamentos trazer uma melhor qualidade de vida para os portadores da doença. Vale ressaltar que o Brasil lidera nas pesquisas e tem os melhores resultados no controle da mesma.
Bem, os gatos também podem adquirir Aids. Mas será que podem nos contaminar? Será que é o mesmo vírus que acomete os humanos? Siga em frente e confira essas respostas.
Poucas pessoas sabem, mas a AIDS é uma doença que também pode afetar os gatos. O FIV, como é conhecido, (Vírus da Imunodeficiência Felina) ou AIDS Felina é causado por um vírus que leva a deficiência do sistema imunológico dos gatos e os predispõe a algumas doenças infecciosas. “A forma mais comum de transmissão é por meio das brigas, especialmente através de mordidas. Também pode ocorrer durante transfusões de sangue, em que o sangue está contaminado, ou de mãe para filhote durante o parto ou amamentação”, explica o Dr Cléber Fontana, veterinário e diretor clínico do Hospital Pet Care.

A doença é transmitida entre animais, principalmente por meio de mordidas, pode ser fatal em 15 a 45% dos casos. Machos adultos e não castrados são os que compõem o grupo de maior risco.

A doença, de maneira geral, apresenta estágios diferentes. Existe a fase aguda, que ocorre com 4 ou 5 semanas pós-infecção, podendo durar de meses a semanas. A fase assintomática (latência), que pode durar anos, e a fase mais complexa, na qual o animal contrai diversas doenças secundárias, seguindo para o estágio final da infecção. Da mesma forma como acontece com os humanos.
A transmissão do vírus ocorre apenas entre gatos e não é uma doença hereditária, porém, em alguns felinos selvagens, ela pode acontecer com mais facilidade. “O material genético do vírus pode ser incorporado em seu genoma e ser transmitido aos seus descendentes, completa.”

Fique atento aos sintomas

Geralmente, os gatos infectados chegam a ter uma aparência saudável por vários anos e os sintomas demoram a aparecer. Segundo o Dr Cléber, eles podem estar relacionados à doença em si ou às doenças secundárias, que incluem:

  • Má qualidade do pelo;
  • Febre;
  • Falta de apetite;
  • Diarreia;
  • Inflamação da mucosa oral (gengivite/estomatite);
  • Doenças oftalmológicas;
  • Alterações neurológicas entre outros.

Entretanto, segundo estudos mais recentes, por mais que o animal demore a mostrar os sintomas, a doença pode ser fatal, de 15 a 45% dos casos, e isso dependerá muito do estilo de vida do animal, das doenças em que ele é exposto, entre outros fatores.

Aprenda a prevenir

A maneira mais segura de prevenir doenças como o FIV é evitar que o felino tenha acesso às ruas, para que não seja exposto a brigas com animais possivelmente infectados. Além disso, é importante testar as bolsas de sangue antes de realizar qualquer transfusão sanguínea.
Para o veterinário, não existe uma raça específica que contraia o vírus com maior facilidade. “A epidemiologia da doença está mais relacionada ao sexo, estilo de vida e idade do animal. Machos adultos e não castrados são os que compõem o grupo de maior risco”, finaliza.

Viu só? Assim como nos humanos, a doença FIV nos gatos não tem cura, apenas tratamento. Por isso, mantenha seu peludo em segurança. Tenha as janelas teladas e não permita os famosos passeios.

Mas fique tranquilo, apesar de levar o mesmo nome “Aids” são virus diferentes e incompatíveis, sendo assim, impossível você adquir através de um animal.

É isso, aí! Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados pra vocês, até lá! 🙋

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2 comentários

  1. Meu gato agora mal come homem disse que é aides se ele pode sobrevive a essa doença

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Autor

fabianaxaviersantos@gmail.com

Gestora de Recursos Humanos por formação, Customer Success em voluntariado empresarial, também é produtora de conteúdo e acredita que "amigo não se compra". É  apaixonada pelo mundo dos felinos, é pilateira, muito curiosa e adora conversar. Sofre da Síndrome da Felícia e não pretende se tratar. 

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