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Como não sabem falar, os animais se comunicam conosco de formas muito sutis. São pequenas alterações no comportamento ou na postura que sinalizam o que sentem ou que pensam. Assim, quem tem um animal de estimação precisa estar sempre observando e examinando atentamente seu bichinho.

Agressividade, falta de apetite, apatia e isolamento podem ser indícios de que o animal está com dor. Andar com o quadril abaixado ou, no caso de cachorros, andar com o rabo para baixo também é um sinal importante.

Muitas vezes, a agressividade também pode estar relacionada ao medo. É importante observar o que seu animal teme, principalmente quando ele fica longe de você por longos períodos. Medo de vassouras, por exemplo, pode ser sinal de que ele está levando vassouradas. Interpretar os medos do animal, para avaliar se são simbólicos ou reais é muito importante.

Como vimos recentemente, no caso acontecido no bairro do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, nem sempre os funcionários de pet shops estão preparados para trabalhar com animais. Neste caso específico, estamos falando de um criminoso que espancava seus “clientes”, mas pode acontecer do funcionário simplesmente não saber manejar adequadamente os animais, podendo feri-los ou causar algum desconforto. Assim, se você costuma levar seu cãozinho para tomar banho nesses lugares, observe o comportamento dele ao ir e o estado em que ele costuma voltar. Se ele demonstrar muita apreensão, tente acompanhar um banho, ver como os procedimentos são feitos, conversar com os funcionários. E, sempre que ele voltar, examine seu corpinho em busca de algum sinal de alerta.

Aliás, falando em examinar, é sempre bom fazê-lo com freqüência. Ao escovar ou acariciar seu animal, procure por parasitas como pulgas e carrapatos. Observe se ele sente dor ao ser tocado em alguma parte do corpo, se ele se retrai ou ataca quando é tocado. Verifique se sua barriga está inchada ou endurecida em alguma parte. Veja se há sinais de sarna ou qualquer alteração na pele do animal. Você pode acabar descobrindo um problema acidentalmente e, com isso, conseguir tratá-lo antes que os sintomas se agravem.

Se tiver qualquer suspeita, leve o animal ao veterinário para uma avaliação profissional. Nenhuma desconfiança deve ser descartada. Os animais não tem como expressar o que sentem e nosso instinto acaba sendo uma ferramenta poderosa para interpretá-los.

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renata-esteves@hotmail.com

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